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Rio Araguaia - Aruanã - GO. Foto: Margi Moss
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Goiânia
Um não à hidrovia no Araguaia
"Uma notícia divulgada na semana passada deixa todos os goianos, amantes da natureza, perplexos. Falo do projeto de decreto legislativo que autoriza as obras da hidrovia Araguaia-Tocantins-Rio das Mortes em áreas indígenas e demarcadas e que avança no Senado Federal.
Há uns 15 dias, a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária daquela casa aprovou o projeto com emendas que fixam em 90 dias o prazo máximo para a análise dos estudos antropológicos e de relatórios de impactos ambientais pela Funai e Ibama, espectivamente. Fica evidenciado que este prazo pode não ser suficiente e a proposta poderá ser aprovada sem conclusões sobre estas questões.
O assunto é polêmico e, por isso, está tramitando desde o ano de 2004 no Senado. No entanto, ganhou agilidade agora graças a movimento de parte da bancada ruralista. O projeto ainda segue para a Comissão de Constituição e Justiça e outras duas comissões antes de ir a plenário. Como presidente da CCJ espero que o senador goiano Demóstenes Torres, que tem se empenhado em defender o Rio Araguaia, rejeite a proposta e coloque um ponto final a esta agressão ao rio dos goianos.
Caso o senado aprove esta iniciativa equivocada, ainda podemos na Câmara dos Deputados, fazer as modificações e objeções pertinentes. Isto porque aConstituição Federal diz que somente pode haver aproveitamento de recursosnaturais em reservas indígenas com autorização do Congresso Nacional. Emnosso Estado, a instalação da hidrovia vai atingir a aldeia dos índiosKarajás, na cidade de Aruanã, considerada marco zero da obra.
Mas para nos posicionarmos contra esta obra podemos elencar uma série de argumentos. O primeiro deles se refere à formação geológica do Rio Araguaia. Quem o conhece sabe que ele se situa em terreno arenoso. Por isso, será preciso um trabalho permanente de dragagem para permitir a passagem de grandes barcaças. Além disto, o escoamento de safras agrícolas aconteceria num período em que o rio está baixo, com a navegação de grande porte, quando possível, sendo feita apenas pelo chamado canal do rio.
Durante a safra, o transporte seria feito durante vinte e quatro horas, com barcaças passando a cada meia hora rio abaixo, em direção à Ilha do Bananal. Estudos mostraram que vestígios de óleo (combustível e lubrificante) na água deixam as tartarugas desnorteadas e elas perdem o referencial das praias usadas para desova. Outras análises afirmam que o Araguaia perderia suas principais características, tornando-se um grande lago. Um dos impactos imediatos será na fauna aquática. Os grandes bagres, como filhote e pirarara, podem desaparecer, dando espaço a espécies invasoras, como tucunarés e piranhas.
Outro argumento se refere à destinação natural dada pelos goianos a este importante manancial que nasce em Goiás. Ele, historicamente, tem sido usado para o turismo. Isto tem garantido a sobrevivência de milhares de famílias que vivem em função desta atividade comercial, seja trabalhando em pousadas, como piloteiros, pescadores semiprofissionais ou outras atividades intrínsecas. A criação da hidrovia pode acabar com estes milhares de empregos e relegar muitas famílias a miséria nas cidades ribeirinhas.
Outro ponto contra a hidrovia é a conclusão em breve da Ferrovia Norte Sul. Ele tem impacto ambiental semelhante a de uma rodovia e resolverá a questão de redução de fretes, principal argumento a favor da hidrovia do Araguaia. Devemos unir esforços para utilizar os recursos do PAC 2 que está previamente destinados a esta hidrovia e remanejá-los para a duplicação da BR-153 entre Anápolis e Porangatu, para duplicar a BR-060 entre Goiânia e Jataí e ainda para a construção do ramal da FNS no Sudoeste Goiano. Estas obras vão suprir amplamente a questão do transporte da safra de grãos do Centro-Oeste brasileiro. O projeto que acelera a instalação da hidrovia e ameaça de morte o Araguaia é de autoria de um senador de Mato Grosso, já falecido. Mas vem sendo tocado agora por outro senador do mesmo Estado. Ora, sabemos que o Araguaia tem pouca ou nenhuma importância para quem ali reside, detentores de outros grandes mananciais como o rio Madeira.
Mas para nós, goianos, o Araguaia é fundamental. Ele é fonte de lazer, turismo e seus milhares de empregos e está enraizado em nossa cultura. Suas águas correm em nossas veias e precisamos nos unir para deter este lamentável tentativa de assassinato."
Sandes Júnior é deputado federal, radialista e advogado. Texto publicado no Diário da Manhã , 15/03/2010
Goiânia
O Rio Meia Ponte é um rio que tem suas nascentes nos municípios de Taquaral e Itauçu. Percorre cerca de 471 KM até sua foz no rio Paranaíba. Em todo o seu percurso, o rio sofre com problemas de naturezas variadas, agrotóxicos, fertilizantes, remoção de mata ciliar, assoreamento, pequenos lançamentos de esgoto. Mas é aqui na região metropolitana de Goiânia, que é a cidade onde moro, que o rio é absurdamente maltratado. Seus tributários estão bastante poluídos. Existe uma grande estação de tratamento de esgoto, mas que possui uma eficiência de apenas 60% na remoção da carga orgânica, pois ela só faz o tratamento primário do esgoto. Além da coleta de esgoto não chegar a 100%, o rio Meia Ponte sofre também com os resíduos industriais, ligações clandestinas, bastante lixo em suas margens e ocupação irregular. Em algumas épocas do ano o rio encontra-se morto aqui na cidade, atingindo níveis muito baixos de oxigênio dissolvido, e com odores bastante fortes. Por incrível que pareça, após deixar o municipio, o Meia Ponte começa a apresentar exemplares exuberantes de fauna e flora e em pouco mais de 120 KM o rio já se encontra com uma qualidade bastante boa em suas águas, com uma rica ictiofauna, incluindo peixes sensíveis a águas poluídas. É um rio belo, mas que precisa de ajuda. Ernesto Augustus Renovato Araújo, 23/10/2009
Heitoraí
Bom na minha cidade "Heitoraí-GO", localizada à margem direita do "Rio Uru", sendo que o mesmo vem sofrendo nos últimos ano uma degradação considerável e preocupante, devido principalmente a prática da agricultura e pecúaria, que a cada dia está acabando com as matas ciliares deste rio, que é importantissímo para o ecossistema local.
Penso eu que as autoridades deveriam começar a olhar mais e tentar conscientizar a população para uma urgente preservação do rio.
Sou aluno de Geografia da UEG, unidade de Itapuranga-GO, e a minha preocupação é porque, eu moro em Heitoraí e agora estou desenvolvendo um estudo que sua temática é o Rio Uru, mais próximo estou podendo ver sua atual situação. Rogério Rebouças Moreira - 27/10/2008
Aruanã
Fiquei muito feliz em saber sobre este projeto, pois uma das grandes preocupações do mundo inteiro é sobre este tema "Água".
Estivemos meses atrás em Aruanã, para curtir as belas praias daquela região. Foi impressionante como pude registrar tamanha degradação deste rio, tamanho descaso das autoridades locais. Com minha máquina em punho, fui registrando momentos de destruição como por exemplo os assoreamentos em grande extensão por onde passamos. ´Nas praias havia muito lixo, garrafas petti, latas de alumínio, frascos de bronzeadores, como um sinal eminente que o bicho homem por ali se aportara. Por onde passamos fomos retirando aqui e ali estes objetos que demoram centenas de anos para se decompor e que simplesmente foram abandonados por um gesto irresponsável daqueles que deveriam cuidar melhor daquilo que desfrutam. Ouvimos daqueles ribeirinhos, que a Prefeitura não paga a eles nada e por isto tambem não iriam cooperar com a limpeza.
Ficamos estarrecidos ao ver nossas lindas praias, com prazo pré-fixados para ter fim, pois se não atentarmos para uma intervenção urgente e uma conscientização das autoridades e ribeirinhos, infelizmente nossos netos só irão conhecer a beleza deste rio em belos cartões postais.
Por isto fica aqui o meu alerta sobre este rio maravilhoso que é o Araguaia, onde nasci e me criei às suas margens, enchendo os meus olhos de tanta beleza e admiração para que este projeto, seja de grande sucesso e que assim possamos salvar o Araguaia. Obrigada pela oportunidade de poder gritar ao mundo o que estava sufocando o meu peito. Regina Botelho, Goiânia, 17-5-2006
Trindade
A água que chega até a minha casa é potável é boa, porém como ela está ñ sei bem. Recentemente um córrego na rodovia dos romeiros já próximo a Trindade transbordou rebentando a rodovia.E como as obras de conserto tiveram que serem imediatas a preocupação com o assoreamento do córrego foi miníma ou até não existiu, eu não sei as consequências futuras desse desastre, o que espero que algém tenha feito um rápido estudo e se caso isso se transformar em um dano maior alguém chegue com alguma solução. Iniciei um curso na UNIGOIAS de gestão e controle ambiental porém estarei visitando o site brasildasaguas frequentemente, obrigada! Clarinda Ludmila Naves de Sá - 25-2-2005
Planaltina
A lagoa Bom Sucesso está morrendo. Desconheço qualquer medida para combater tal descaso. Do mesmo modo, a lagoa Formosa se encontra, as construções bem próximas de sua margem comprometem a sua existência. Precisamos dar as mãos para salvá-la. Josias Rodrigues Lima - Educador Ambiental – 23/11/2003 |