Desde cedo, estávamos na estrada de volta ao rio Miranda. Isso porque ficou faltando o trecho que íamos descer quando tivemos o problema com a carreta. Desta vez, optamos por tentar alcançar o chamado Posto 21 (na verdade, o Distrito de Águas do Miranda) passando por Aquidauana, onde teríamos 20 km de asfalto e 30 de terra. Poderíamos ter deixado a lancha num lugar seguro, em vez de levá-la novamente numa estrada esburacada, mas estávamos com a vã esperança de usá-la no rio. Que ilusão!
Posto 21 nada mais é do que uma pequena comunidade de pescadores profissionais e uma séria de ranchos pesqueiros que recebe os amadores. Ao cruzar a ponte, logo percebemos que o rio estava extremamente raso. O sargento Pereira, da Policia Ambiental, foi logo avisando: esqueçam! Havia corredeiras tanto subindo como descendo o rio, e sugeriu que pegássemos uma pequena estrada beirando o rio para ir coletando amostras. Foi isso que fizemos, e ao terminar, estourou um temporal acima da gente. Pelo menos o resultado seria mais água no rio!
Já estava na hora de retomar a longa estrada de volta a Brasília, mas agora com um desvio por Matão, SP, para deixar a carreta com o fabricante para um trabalho de reforço estrutural. Ainda temos três rios para percorrer pela frente.

