Apesar de ter que percorrer uma distância pequena hoje, começamos bem cedo porque sempre aparecem coisas que atrasam nosso dia. De Nova Mutum a Lucas do Rio Verde, nem são 100 km. Mas ao chegar à cidade, perdemos muito tempo procurando uma rampa para descer com os barcos dentro da água.
Antes de embarcar no rio, almoçamos com Aluísio, secretário de turismo. Ficamos sabendo que a população não usa muito o rio para o lazer, o que achamos estranho por se tratar de águas bem verdes e limpas. Mas a correnteza é bem forte e parece que os remoinhos já causaram a morte de muitos banhistas - umas cem pessoas, segundo alguns. É muito para uma cidade tão nova - ela tem pouco mais de 25 anos! Portanto, a maioria tem medo de nadar no rio. Que pena.
Enfim, colocamos ambos os barcos no rio e subimos contra a correnteza. A mata ciliar está quase intacta e densa, mesmo na área urbana onde ela está mais ameaçada com construções nas margens. Infelizmente, encontramos muitas garrafas PET e outro lixo dentro da água e jogado nas margens. Isso à parte, o Verde é um espetáculo e Eduardo, que estava navegando num rio pela primeira vez, ficou emocionado com a beleza desse manancial.

