A intenção era sair muito cedo de Campo Grande, mas desde ontem, detectamos um problema com o freio do carro e tivemos que esperar o horário de atendimento da Land Rover local para consertar o problema.
Finalmente, conseguimos pegar a estrada para Sidrolândia e, ao sair de Campo Grande, ficamos surpresos ao ver uma grande placa apontando para os seguintes destinos "Macchu Pichu, La Paz, Assunção". Uai! Quantas pessoas passam por essa placa com o intuito de ir a Macchu Pichu? Quase caímos na tentação...!
Mas seguimos direitinhos até Sidrôlandia e cruzamos o rio Miranda pela ponte entre Guia Lopes da Laguna e Jardim umas 3 horas mais tarde. Foi uma bela estrada, as culturas de milho e soja encaixadas entre bons pedaços de floresta que ainda sobram. As famílias de emas estão bem à vontade por todas essas bandas.
Em Jardim, conversamos com Sr. Carlos, Secretário Municipal do Meio-Ambiente e o pessoal da Policia Ambiental, muito ativa na região. Desde nosso sobrevôo do rio, há um mês, as águas baixaram muito e temos uma certa preocupação com a descida do rio no trecho entre Jardim e a Ponte da Ariranha, na estrada federal a caminho de Bonito.
Seguimos então para Bonito, onde à noite fizemos uma palestra nas Secretarias de Turismo e do Meio-Ambiente. Foi aqui que Pedro Meohas, da Agência Nacional de Águas, que se juntaria à equipe para percorrer o rio, conseguiu nos encontrar. Ele deveria ter chegado em Campo Grande no dia anterior, mas devido ao caos nos aeroportos do Brasil, pousou com 12 horas de atraso! Felizmente, pegou carona até Bonito com Ângelo, da WWF.
O local da palestra, atrás do prédio das secretarias ao ar livre, lotou de alunos e interessados, e o debate que seguiu a palestra foi muito animado. O Sr. Augusto, Secretário do Turismo, e o Sr. Edmundo, do Meio Ambiente prestigiaram e participaram do evento. Bonito é uma cidade militante na causa do meio ambiente há muitos anos e, por isso, conseguiu alcançar fama mundial para as belezas naturais da região. Além disso, percebeu a importância de tratar bem as águas que trazem sua fonte de renda através do turismo, e instalou, graças à ajuda do Programa Ambiental da Petrobras, uma estação de tratamento de esgoto que, em breve, vai tratar 100% dos esgotos domésticos da cidade. Vale lembrar que a média brasileira é de apenas 5% de esgotos tratados em todo o país. Apesar da urgência de instalar tal infra-estrutura, até por motivos de saúde, infelizmente o assunto não tem a devida prioridade na maioria das agendas políticas.

