Estamos todos cansados - o evento de ontem foi ótimo e terminou tarde. Até a gente jantar e chegar no hotel, passou de meia-noite. Às 6 horas, já estávamos em pé de novo, Gerard e Tiago sangraram os freios novamente (algum problema misterioso), e pegamos a estrada para Jardim, passando pelo Rio da Prata. No caminho, paramos para desviar de uma jibóia de 1.50 metros, que estava no meio da estrada. Como a maioria das pessoas acha graça passar por cima das cobras, descemos do carro para convencê-la a procurar outro caminho.
No Rio da Prata, Eduardo Coelho nos esperava para mostrar o trabalho de preservação que está realizando há mais de 11 anos na fazenda. O passeio passou primeiro por uma trilha dentro da mata ciliar que ele protegeu, através de uma RPPN, onde o turista aprende a importância dessa mata. Em seguida, uma parada no Olho d'Água, uma nascente limpíssima, repleta de várias espécies de peixe, desde os pequenos Mato Grosso, vermelhos, até grandes dourados. Tivemos muita sorte - vimos também uma lontra e uma sucuri!
Desde Jardim, seguimos de carro em busca da 'nascente' do rio Miranda que, oficialmente, é o encontro do Córrego Fundo com o Rio Roncador, na Fazenda Remanso. Foi paulera... mais de 50 km de estrada esburacada, com a trilha ficando cada vez mais estreita passando por dentro de inúmeras fazendas - um sobe-e-desce danado para abrir as porteiras - até finalmente encontrarmos a fazenda que buscávamos. Só com a ajuda do seu Amador, peão da fazenda, mostrando o caminho por dentro de um matagal, é que conseguimos chegar ao ponto de encontro dos dois rios. Missão cumprida! Daí, já eram quase 5 horas da tarde e tínhamos que estar em Jardim para a palestra às 19 horas. Pegamos outra estrada, também de terra, passando por Guia Lopes que seria mais curta... Viemos correndo e conseguimos chegar depois do pôr-do-sol com 15 minutos de folga para montar a tela na Praça do Encontro. Ufa!

