Mapa SIG (GIS)
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Cortesia Hiparc

Rio Guapore
16/06/07 Jauru
Brasil das Aguas
Os riachos da região estão muito degradados, sem mata ciliar e assoreados. Foto Margi Moss
A expedição pelo Guaporé começou com o desafio de alcançar a nascente desse belo rio na Chapada dos Parecis. Ontem, conseguimos adiantar um pouco o caminho, saindo à tarde de Cuiabá e dormindo em Cáceres, nas margens do rio Paraguai. Claro, não resistimos a tentação de jantar num flutuante no rio, um delicioso pintado na brasa.

Hoje de manhã, grande surpresa - céu totalmente nublando e um friozinho. Contraste com o calor de ontem. Não faz mal, seguimos uns 220 km até a cidade de Pontes e Lacerda, nas margens do próprio Guaporé. Nossa idéia era deixar a lancha no reboque num hotel, para podermos andar mais tranqüilos nas estradas de terra que pegaremos para ir à nascente. Apesar do mapa mostrar uma estrada de terra que segue diretamente de Pontes até Guapé, onde há a represa UHE Guaporé, fomos informados que essa estrada é privada e precisaríamos de uma autorização para passar nela. A opção era dar uma volta bem grande para chegar no mesmo lugar, passando por Jauru.

Tudo bem, foi isso que fizemos. A essa altura, já era tarde demais para alcançarmos a nascente e acampar. Paramos em Jauru, uma espécie de Petrópolis matogrossense - pequena cidade charmosa, arborizada. Uma igreja que lembra um chalê suíço domina a cidade, palco do assassinato covarde do Padre Nazareno Lanciotti em 2001. O motivo de sempre: ele pisava no pé de gente grande. E os assassinos? Ah, bebendo cerveja nos botequins por aí. Um grande retrato do padre enfeita a avenida principal da cidade.

Mas hoje à noite terá uma grande festa junina e fazemos questão de ir!

 
 
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