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Rio Ibicuí
18/04/07 Manoel Viana
Brasil das Aguas
O grupo que recebeu a equipe no rio. Aqui em Manoel Viana,, RS. Foto Pedro Meohas
Recomeçando a navegação em Jacaquá, a distância a ser percorrida seria a menor de todos os cinco dias de viagem programados. Temos muita sorte com o tempo - uma vez que parte a neblina matinal, um céu azul nos acompanha até escurecer. Nesse dia, começamos com uma frota de três barcos: nosso, o do Elesbão e agora também a escolta de três amigos dele em outra canoa de alumínio. Descemos o rio, cada um no ritmo de seu motor. Certa hora, tínhamos parado numa imensa voçoroca para tirar fotos quando, de repente, chegaram mais dois barcos, vindo de Manoel Viana.

Rio abaixo mais um pouco, encontramos mais dois barcos! O rio estava bem amplo e tranqüilo, o sol gostoso. Era hora de almoço e formamos um raft, derivando com a correnteza e comendo a sobra de um churrasco que alguém trouxera, bem à gaúcha. Havia até um cão labrador que pulava de barco em barco, feliz da vida. O grupo se autodenomina os Ibiquizeiros. São pessoas que amam o Ibicuí e zelam para sua limpeza. Anualmente, fazem uma excursão-mutirão coletando lixo nas margens ou dentro da água. Encontramos o rio bastante limpo, em termos de lixo, sendo que os lugares onde sempre havia mais bagunça eram os ranchos pesqueiros.

Chegamos todos juntos a Manoel Viana, a única cidade localizada nas margens do rio em toda sua extensão. Paramos para uma foto na rampa da cidade, e agradecemos a escolta pelo rio, única vez em todo o Brasil que isso tinha acontecido. Seguimos então para o hotel fazenda Recanto do Ibicuí, do Elesbão, onde participamos entusiasmados de um churrasco, claro!

Na palestra na EE Manoel Viana, com presença de alunos, professores e moradores interessados, percebemos que entre as maiores preocupações dos ribeirinhos com respeito ao rio – assoreamento e lixo – surgiu o assunto da monocultura de eucalipto, destinado para celulose, que está chegando a todo vapor nessa região. Os campos sulinos, bioma já bastante devastada, já foram transformados inicialmente em lavouras de soja. Há aproximadamente 40 anos, o arroz predomina como a cultura ideal para a região. O eucalipto promete ser a nova onda que vai transformar de vez as paisagens do sul.

 
 
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