Conceição do Araguaia (PA) - Pau d'Arco (TO)
Assustados pelo tamanho da cachoeira que não descemos ontem, tentáramos entender o que nos esperava pela frente. Como e quantos seriam os travessões até Pau d'Arco? Levados a entender que seriam parecidos com a cachoeira de Conceição, aceitamos a sugestão de levar um piloteiro conosco. Valeu a pena pela tranqüilidade da viagem. No barco, estávamos Gérard (o avião ficará em Conceição), Sr Rubens que conhece bem esse trecho do rio e eu. Vínhamos a plena velocidade, atravessando lugares onde, se estivéssemos sem sr. Rubens, estaríamos seguindo devagarzinho em busca de bancos de areia. Os trechos do rio que se aproximam aos travessões ainda estão balizados mas para susto meu, mais de uma vez vi, bem no meio do canal sinalizado, a ponta de uma pedra sobressalente! Que loucura!
Chegamos rapidamente em Pau d'Arco, o carro com Natanael, Makoto e Rejane chegou logo depois, e em pouco tempo estávamos almoçando no Hotel Tocantins com a Dona Bemvinda. Como era dia de jogo (Brasil x Japão), não pretendíamos fazer um evento, mas o prefeito nos catou no hotel e pediu. Tínhamos que encaixar uma rápida palestra entre o jogo e um campeonato de dança de quadrilha que estava acontecendo à noite!
Complicado foi montar o telão, porque o melhor lugar que havia para apoiá-lo era na 'parede' de alto falantes de onde, como é de praxe hoje em dia, saia um som com decibéis mil vezes acima do recomendado para a sanidade humana. Entre uma vitória do Brasil na Copa e a festa da noite, apenas não houve tempo para o debate habitual.

