Como o trecho a ser navegado era o menor de todas, pouco mais do que 100 km, não tivemos que sair correndo muito cedo. Euflávio convidou Gerard e Tiago para fazer um sobrevôo da região e um outro buritizal, parecido ao que vimos perto de Vila Bela. Mario sumiu, tirando fotos maravilhosas. Eu fiz algumas entrevistas para saber como as coisas andavam nessa comunidade de aproximadamente 700 pessoas que vive sem nenhuma ligação rodoviária com o Brasil.
Antes de voltar a descer o Guaporé, subimos um pouco o rio Mequéns, acompanhando Tiago e Waldir, que trouxeram nossa gasolina ontem. Eles teriam que navegar uns 45 minutos subindo o Mequéns até onde deixaram o Landrover. O Mequéns é um rio muito especial, de águas claríssimas e com um potencial parecido aos rios de Bonito. O problema é a dificuldade de acesso. É muito longe!
Nos despedimos dos dois e voltamos ao Guaporé que, com cada dia que passa, nos deixa mais boquiabertos. Existe rio mais bonito em todo o Brasil? Du-vi-do! Por isso, um trajeto que deveria levar menos de 3 horas nos leva 5 horas. Tantas belezas para contemplar e fotografar.
Pedras Negras é uma comunidade muito pequena mesmo, de 70 pessoas. Já desde Brasília, consegui ligar para o orelhão e falar com Francisco, o administrador. Quando chegamos, ele também estava chegando de uma pescaria de alguns dias. A comunidade tem construída uma casa de hospedes, muito boa, porém ainda inacabada, sem banheiro. Mas havia bons beliches, e tínhamos nossos sacos de dormir. Maravilha.
Dona Aniseta, mãe do Francisco e da Francisca (professora), nos preparou um excelente jantar (javali como nunca comi). Dormimos como bebes.

