Tomamos um café bem reforçado, mais uma obra da competência da Daniela na cozinha, e já pela 7 da manhã, estavamos descendo o rio novamente.
O rio Verde já vem demarcando a fronteira entre a Bolívia e o Brasil desde em cima da chapada. Ao encontrar com o Guaporé, esse rio se torna a linha da fronteira. Na "boca del Verde" se encontra um posto do parque boliviano Noel Kempf, uma imensa área protegida. Do lado boliviano, às vezes há imensas falésias, belíssimas, e a Serrania de Huanchaca domina a paisagem. O lado brasileira é bem mais plano.
Nesse trecho desde a pousada até Pimenteiras, uns 180 km, cruzamos com poucos ribeirinhos, mas começaram a aparecer cada vez mais pescadores, especialmente pescadores esportivos. Há uma pequena comunidade, a Vila Neide, onde três pousadas recebem esses turistas-pescadores. Pessoalmente, não entendo como agüentam ficar tantas horas paradas na beira do rio sendo atacados pelos borrachudos e mosquitos! Temos a vantagem de viajar a 45 km/hora, livres deles, mas cada vez que paramos para conversar com alguém, o ataque é instantâneo!
Antes de parar em Pimenteiras do Oeste, fomos conhecer a sede do parque boliviano, onde, ao encostar o barco no porto, ficamos surpresos de ver a canoa do Brasil das Águas. Tiago e José Luíz tinham subido o rio também para conhecer o parque. Boa surpresa!
Chegamos já no pôr-do-sol em Pimenteiras - foi uma correria para tirar ambos os barcos, tomar banho e correr para a palestra no colégio às 20h. O ginásio estava lotado, ficamos emocionados com a recepção, o engajamento da comunidade e voluntários em prol do meio ambiente.

