É raro dormirmos duas noites na mesma cidade. Até fica estranho se levantar da cama e não ter que fechar a mala. O programa do dia é navegar no Guaporé para cima e para baixo da cidade. Vamos logo ao local debaixo da ponte da estrada para Vila Bela onde há uma praia bem inclinada e dura. Segundo as pessoas locais, não seria possível navegar muito para cima, devido às pedras e corredeiras, então nos concentramos no rio abaixo.
Primeiro, fizemos uma pequena volta com uma equipe da TV Record local, e depois seguimos - toda a equipe - para descer o rio. O leito é extremamente sinuoso e as margens ainda bem protegidas pelas matas, com a exceção de alguns locais onde operam areais. Nosso objetivo era pelo menos alcançar a fenda onde o rio corta a Serra da Borda. Sabíamos que, pouco depois, o rio entra num extenso buritizal e a navegação fica impossível. O rio simplesmente some. Ele se espalha no pântano e se divide em minúsculos riachos que às vezes terminam em nada. Pelo que vi do ar, seria muito fácil uma pessoa se perder lá dentro para sempre!
Durante a navegação nesse trecho, ficamos surpreendidos pela enorme quantidade de aves nas matas ao lado do rio. Parecia mais rica em pássaros do que o Pantanal.
À noite, fizemos nosso evento na praça da cidade.

