A partir de Pimenteiras, começa a parte mais complicada da navegação no rio Guaporé. Até Costa Marques, não haverá acesso ao rio para Tiago, trazendo o carro de apóio. Devido ao peso que temos que carregar no barco - todos os tanques de gasolina cheios, mais equipamento de sobrevivencia, de camping, sacos de dormir, etc., - então o barco comporta somente 3 pessoas. Vamos Gerard, Mario e eu.
É o dia que temos que viajar o trecho maior: são mais de 250 km até Porto Rolim. Saimos de Pimenteiras na hora do nascer do sol, e acabamos chegando em Porto Rolim pouco antes do pôr-do-sol. Lá, sem ter como tirar o barco do rio, tivemos que tirar todo esse equipamento e levá-lo, com a ajuda do jerico (um carro movido a gerador, feito em casa) até a pousada da Miriam. Tivemos a sorte, porque lá pela 19h, já estávamos de banho tomado e esperando o jantar.
Tiago teve um dia bem mais pesado. Saindo cedo de Pimenteiras, ele passou por Vilhena para deixar José Luís no aeroporto (teve que voltar a Brasília), seguiu para Rolim de Moura encontrar com Waldir, uma pessoa que conhece muito bem a região e concordou em acompanhar o Tiago pela estrada de terra que chega o mais perto possível a Porto Rolim. Já era 9h da noite quando encostaram no porto e começaram a descer o rio Mequens, na escuridão, até Porto Rolim, trazendo a gasolina que precisávamos para poder continuar a viagem.
Enquanto isso, nós estávamos numa boa, jantando no hotel na companhia de um amigo piloto Euflávio, que viera da cidade de Pimenta Buena para encontrar conosco, trazendo mais 5 amigos! Foi uma festa!

