O calor em Corumbá é realmente arrasador, mesmo os corumbaenses reclamam! Cercado pelas águas do Pantanal, exalando umidade e, sem nenhum vento, a gente se sente numa panela de pressão.
Depois de resolver algumas pendências na cidade, como a troca da hélice do barco, quebrada ao bater num tronco submerso durante a descida do rio, levamos Tiago para fazer um breve passeio para conhecer as águas do Pantanal, porque ele está sempre atrás do volante do carro.
Enquanto nas cabeceiras dos rios, a água está abaixando e escoando, no Rio Paraguai ela ainda está subindo e transbordando. Ficamos conhecendo um fenômeno natural chamado a ‘dequada’, quando a água que inunda os campos encontra a vegetação seca e começa um processo de decomposição. As bactérias retiram o oxigênio da água, provocando a morte de milhares de peixes.
Descemos o Rio Paraguai até o Paraguai-Mirim e, na volta, fomos premiados com um belíssimo pôr-do-sol que deixou o Tiago encantado com o lugar.

