Pau d'Arco (TO) - São Geraldo do Araguaia (PA)
As informações sobre a quilometragem entre as cidades ribeirinhas variam muito e, em geral, são exageradas. Em todo o trecho do rio que navegamos com o barco, registramos o caminho no 'tracking' do GPS e, assim, sabemos exatamente quantos quilômetros percorremos. A viagem até São Geraldo seria bem longa - desta vez, Makoto viria com Gérard e eu no barco, Natanael e Rejane iria pela estrada e atravessaria o rio na balsa em Xambioá (TO).
O Araguaia é cada vez mais imenso, parece um rio amazônico. De manhã cedo, a água está tão calma que parece uma piscina ofuscante. Na lancha, deslizando pela imensidão do rio que parece um lago, a gente se sente tão pequena. Pequena mas eufórica com tamanha beleza. O azul intenso do céu desce rumo ao horizonte se tornando cada vez mais branco até se derreter para formar o rio onde estamos. A linha do horizonte é apenas aparente onde há árvores. Senão, temos a impressão de estarmos voando pelo céu num barco - sensação engraçada para nós que frequentemente transitamos entre esses dois mundos - céu e água - com o avião anfíbio.
Nesse trecho do rio, as águas estão mais altas do que rio acima e as praias apenas começando a surgir. Obviamente, há uma certa demora no escoamento do vasto volume de águas. Mesmo assim, temos que ter mais cuidado com as pedras que começam a mostrar os dentes e são bem mais ameaçadoras que as doces areias. Passamos por 3 travessões, para dar o gosto do que nos espera pela frente: as cachoeiras de Santa Isabel.
Mas isso será depois do São Geraldo....

