A informação de que a viagem Costa Marques/Vilhena levaria 12 horas, sem paradas, nos assustara. Ainda bem que adiantamos 3 horas na véspera. À noite, o estrago é menos chocante. De dia, passamos por paisagens devastadas, onde sobravam esqueletos de árvores secas jogadas no solo, ou em pé abanando com galhos sem folhas. É inacreditável que, 30 anos atrás, esses mesmos lugares eram berços de vida, sempre verdes e úmidos, uma abundancia de biodiversidade. A floresta não conhece poeira.
E poeira é o que mais tem hoje em dia. O solo perde a fertilidade quando a floresta cai. Em seu lugar, constantemente pisoteado pelo gado, vira pó. Observe o pano de fundo da foto. Sobraram meia dúzia de palmeiras, e só.
Conseguimos chegar em Vilhena às 17 horas, a tempo de reabastecer o nitrogênio líquido das amostras para as análises de bacterioplâncton. Ufa. Foi sempre uma grande preocupação, porque desde que saímos de Cuiabá, não havia como repor o nitrogênio.
O maior problema que temos agora é o Landrover. Aliás, é um problema que vem piorando nos últimos dias, sem que pudéssemos consertá-lo. Um vazamento de óleo, com o motor andando. Agora, como temos que levar as amostras perecíveis até Brasília quanto antes, não tem como ficar esperando dias numa oficina. É tocar pra frente e ficar de olho no óleo!
À noite, demos uma palestra no auditório da Câmara Municipal, coordenada por Rita Correa que nos convidou há meses. Depois, fomos jantar com vários vilhenenses e pudemos, enfim, relaxar. Os compromissos chegaram ao fim. Agora, apenas temos que voltar inteirinhos para casa!

