Prof. Rodolfo Paranhos, do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisou bacterioplâncton nas amostras coletadas pelo projeto Brasil das Águas na pesquisa de âmbito nacional. Interessado pela correlação entre a relação de bacterioplâncton com a qualidade da água, ele estará novamente analisandos amostras trazidas dos Sete Rios.
As bactérias são formas muito antigas de vida em nosso planeta e têm um papel importante no ciclo dos organismos aquáticos: servir de alimento para organismos maiores, como protozoários, que serão comidos por pequenos animais, e, estes, por animais maiores, como peixes. As bactérias também ajudam na transformação e decomposição da matéria orgânica, quebrando o tronco de uma árvore que tenha caído no rio em vários pedacinhos, por exemplo.
Plâncton são organismos que vivem “flutuando” na água, portanto, bacterioplâncton são bactérias que vivem flutuando na água.As bactérias podem produzir ou não seu próprio alimento, sendo chamadas de autotróficas ou heterotróficas, respectivamente. Na pesquisa, será determinada a quantidade de células do bacterioplâncton em amostras de 2 mL, tentando diferenciar as bactérias autotróficas do bacterioplâncton heterotrófico, através da técnica de citometria em fluxo.