O fitoplâncton é constituído de plantas diminutas com tamanho médio em torno de 20µm (0,020mm) cuja visualização é possível com o auxílio do microscópio. As algas que compõem o fitoplâncton flutuam livremente nas águas e são o elo primário das cadeias alimentares dos ambientes aquáticos pois realizam fotossíntese graças ao pigmento conhecido como clorofila.
Contribuem em grande parte para o oxigênio existente na Biosfera, essencial à vida de plantas e animais. Há no fitoplâncton as cianobactérias, que fazem parte dos organismos mais antigos do planeta. São capazes de fixar o nitrogênio atmosférico e vivem em simbiose com diversas plantas.
Em alguns casos, seu crescimento exagerado produz “florações” com eventual liberação de toxinas que comprometem a qualidade da água para consumo humano e de animais. Atualmente as “florações” de cianobactérias têm despertado interesse geral e sua ocorrência e abundância têm sido objeto de consideração em legislação específica no Brasil.
O trabalho objetiva avaliar a qualidade das águas de alguns rios brasileiros com base na diversidade fitoplanctônica e na ocorrência de cianobactérias potencialmente tóxicas.
Maria do Socorro Rodrigues - bióloga ligada ao Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília e ao Núcleo de Estudos Limnológicos.
Ina de Souza Nogueira - doutora em ciência biológicas ligada à Universidade Federal de Goiás, Departamento de Biologia Geral, Laboratório de Limnologia.
Elizabeth Arantes de Oliveira – Mestre em Ecologia pela UnB.